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Este blog foi criado para demonstrar que nossos alunos especiais tem condições, deste que lhe seja proporcionado oportunidades para desenvolver o seu potencial.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: SALA DE RECURSOS/ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO


  1. Definição:
Serviço de natureza pedagógica, conduzido por professor especializado, que suplementa (no caso dos superdotados) e complementa (para os demais alunos) o atendimento educacional realizado em classes comuns da rede de ensino. Esse serviço realiza-se em escolas, em local dotado de equipamentos e recursos pedagógicos adequados às necessidades educacionais especiais dos alunos, podendo estender-se a alunos de escolas da região, nas quais ainda não exista esse atendimento. Pode ser realizado individualmente ou em pequenos grupos, para alunos que apresentem necessidades educacionais especiais semelhantes, em horário diferente daquele em que freqüentam a classe comum.
Destinado ao atendimento de alunos que apresentam notável desempenho e elevada a potencialidade em quaisquer dos seguintes aspectos isolados, ou combinados:
Capacidade intelectual, de liderança e psicomotora;
Aptidão acadêmica e específica;
Pensamento criativo e produtivo;
Talento especial para a arte.

  1. Objetivos:
- intermediar e articular ações inclusivas entre alunos com Altas Habilidades/Superdotação, professores da escola, família, comunidade escolar e sociedade, com vistas ao pleno desenvolvimento das potencialidades desses, assegurando desta forma o processo de inclusão nas classes comuns de ensino;
- estabelecer programas de atividades específicas, tendo por objetivo proporcionar o aprofundamento e enriquecimento do processo de ensino e aprendizagem e para a

criação de oportunidades para trabalhos independentes e para investigações nas áreas de interesses, habilidades e talentos do aluno;
- constituir um espaço no qual, ferramentas e recursos especializados, estejam disponíveis para o atendimento do aluno com Altas Habilidades/Superdotação, assim como para seu uso em atividades pertinentes ao desenvolvimento do currículo escolar, sempre que possível e necessário.

  1. Local:
Escolas da rede pública estadual.
  1. Público Alvo:
Alunos devidamente identificados com Altas Habilidades/Superdotação

  1. Critérios para Funcionamento:
5.1. Demanda para implantação da Sala de Recursos:
Mínimo de DEZ (10) alunos

5.2. Formação do Professor:
- Habilitação específica em Educação Especial na área das Altas Habilidades/Superdotação, conforme Art. 18, parágrafo 2º e 3º da Resolução CEB/CNE nº 02/2001
- Disponibilidade para adaptação de horários e deslocamentos (itinerância)

5.3. Instrução de Processo
Documento de Orientações para Autorização de Funcionamento de Atendimento Educacional Especializado – Modalidade Educação Especial – DEE/DGA/DP

5.4. Estrutura e Funcionamento
- Conforme a demanda, atendendo a necessidade da comunidade e organização dos espaços e tempos escolares. Cronograma com descrição/relação de horários, dos alunos e da itinerância a ser realizada.
- Oferta prevista na Proposta Pedagógica da Escola, Regimento Escolar e Plano de Trabalho.

5.5. Matrícula e encaminhamento:
A matrícula do aluno deve ser efetuada na classe comum em um dos os níveis e modalidades da escola ou de escolas da região.
O encaminhamento de alunos para a Sala de Recursos deve ser realizado pela CRE, mediante solicitação da escola, apresentando Parecer Descritivo Relacional feito pelo professor especialista, Parecer Pedagógico realizado pelo professor regente da classe comum e equipe de coordenação pedagógica da escola.

  1. Recursos físicos, equipamentos e materiais didático-pedagógicos:
Sala de aula com boa iluminação e de fácil acesso; mobiliário igual às demais salas; materiais didático-pedagógicos diversificados que possibilitem o atendimento adequado dos diferentes grupos e sujeitos, de acordo com as necessidades constatadas. Todo o equipamento da Sala de Recursos é de uso prioritário do aluno.
Assim como as demais classes, esse material comum deve ser provido pela escola, por meio de recursos da autonomia financeira. Equipamentos são adquiridos pela mantenedora e também pela própria escola, conforme as possibilidades e necessidades.
Todos os ambientes escolares devem ser disponibilizados aos alunos que recebem o Atendimento Educacional Especializado de modo a viabilizar os processos de construção do conhecimento e inclusivo (biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências, língua estrangeira, ginásio de esportes e outros).

7 - Atendimento:
  • A Sala de Recursos atende alunos com Altas Habilidades/Superdotação da própria escola e de escolas da região;
  • O atendimento na Sala de Recursos é complementar ao trabalho da classe comum, na qual o aluno está matriculado, pois sua aprendizagem deve acontecer nessa classe, sendo a Sala de Recursos um local de apoio didático e pedagógico à construção dessa aprendizagem e não reforço escolar;
  • O atendimento ocorre de forma individualizada ou em pequenos grupos, no mínimo, uma vez por semana, com duração de 1 (uma) a 2 (duas) horas atendendo as necessidades do aluno, apontados no encaminhamento e avaliações sistemáticas;
  • A Sala de Recursos deve ser freqüentada em turno diferente daquele em que o aluno freqüenta a classe comum;
  • A proposta de atendimento do professor da Sala de Recursos deve ser construída a partir do Plano de Estudos da classe de origem do aluno e das suas necessidades considerando o apontado no encaminhamento. O registro das atividades da aprendizagem e do desenvolvimento de cada aluno deve estar em dia e na pasta individual (secretaria da escola) à disposição da coordenação pedagógica e do professor do ensino comum, bem como da família;
  • A escola e o professor devem buscar parcerias na comunidade, organizações, entidades, empresas e outros, para disponibilizar o atendimento educacional especializado, específico que o aluno necessita;
A Sala de Recursos é um espaço escolar que deve ser assumido por toda a escola e não apenas pelo professor especialista, constituindo-se em trabalho coletivo.

  1. Competências do Professor:
  • Oferecer apoio pedagógico especializado aos alunos com Altas Habilidades/Superdotado que freqüentam a classe comum;
  • - planejar, orientar, acompanhar e avaliar o processo de ensino e aprendizagem do aluno que apresenta altas habilidades/superdotação;
- assessorar os professores da classe comum com orientações e estratégias necessárias e adequadas para o desenvolvimento das habilidades e competências do aluno;
- participar de encontros e reuniões de planejamento para o Atendimento Educacional Especializado, Conselho de Classe e outras atividades, realizados na escola onde está situada a sala de recursos, bem como nas escolas onde realiza itinerância, assegurando dessa forma o processo da educação inclusiva;
- identificar e atender os alunos, aplicando técnicas e estratégias de ensino para a suplementação, a diferenciação e o enriquecimento curricular;
- realizar entrevista com a família e o professor dos alunos atendidos, para conhecimento de sua realidade, potencialidades e necessidades;
O planejamento do trabalho pedagógico da Sala de Recursos deve levar em conta o Plano de Estudos da classe comum onde o aluno está matriculado. As alternativas pedagógicas necessárias para cada aluno com altas habilidades/superdotação devem ser construídas em conjunto com o professor da classe comum e coordenação pedagógica da escola, que deve arquivá-lo.
O Plano de Trabalho do Professor, elaborado para cada aluno, deve ser sistematicamente avaliado pelos envolvidos, tendo em vista as especificidades dos sujeitos e o aprimoramento progressivo da qualidade dos objetivos propostos.
Cabe ao professor, além das competências listadas atender as descritas no parágrafo 2º, do artigo 18 da Resolução CEB/ CNE nº 02, de 11 de setembro de 2001

  1. Referências Bibliográficas:
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96
- Plano Nacional de Educação – Lei № 10.172/01
- Plano Estadual de Educação – SEDUC/RS

- Acessibilidade – Lei № 10.098/00
- LIBRAS/ Língua Brasileira de Sinais - Lei № 10.436/02
- Parecer CEB/CNE nº 17/2001
- Resolução CEB/CNE nº 02/2001
- Resolução CEED/RS nº 267/2002
- Parecer CEED/RS nº 441/2002
- Parecer CEED/RS nº 56/2006
- Declaração Mundial de Educação para Todos – Jomtien – Tailândia/1990
- Declaração de Salamanca – UNESCO – Espanha/1994
- Convenção de Guatemala- 2001
- Fleith, Denise de Souza (org), A construção de práticas para alunos com altas habilidades/superdotação: volumes 1, 2, 3 e 4 – organização: Denise de Souza Fleith. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2007.
- Programa Educação Inclusiva: direito a diversidade - Atendimento Educacional Especializado. Autores: Elizabet Dias de Sá, Izilda Maria de Campos, Myriam Beatriz Campolina Silva. São Paulo: MEC/SEESP, 2007.
- Educação Especial: em direção à educação inclusiva/organizadores Claus Dieter Stobäus, Juan José Mouriño Mosquera. – 2. Ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.


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